parte II  
 

EXPLORANDO AS CARACTERÍSTICAS DO JORNALISMO NA INTERNET

A Parte II deste Manual compila exercícios e estudos dirigidos que têm como objetivo explorar características básicas do Jornalismo na Internet.

Coletiva e gradativamente, ao longo de mais de uma década de estudos sobre o Jornalismo na Internet, os diversos autores que trataram do assunto construíram um conjunto de características, que de certa forma sintetizam as especificidades da prática jornalística nas redes digitais.

Com algumas variações de nomenclatura, essas características podem ser elencadas como:

- Hipertextualidade
- Multimidialidade
- Interatividade
- Personalização de Conteúdo
- Memória
- Atualização Contínua.

Essas características refletem as potencialidades oferecidas pelo meio ao jornalismo desenvolvido na Internet. Tais possibilidades abertas pelas Novas Tecnologias de Comunicação (NTC) não se traduzem, necessariamente, em aspectos efetivamente explorados pelos sites jornalísticos, quer por razões técnicas, econômicas, de conveniência, adequação à natureza do produto oferecido ou ainda por questões de aceitação do mercado consumidor. Estamos a falar, portanto, de recursos potenciais que são utilizados,
em maior ou menor escala, e de forma diferenciada, nos sites jornalísticos da web.

As características do Jornalismo na Internet aparecem, majoritariamente, como continuidades e potencializações e não, necessariamente, como rupturas com relação ao jornalismo praticado em suportes anteriores. É possível argumentar-se que as características elencadas como constituintes do Jornalismo na Internet podem, de uma forma ou de outra, ser encontradas em suportes jornalísticos anteriores, como o
impresso, o rádio, a TV, o CD-Rom. O que é, por exemplo, uma “Carta do Leitor”, senão uma forma rudimentar de interatividade?

Em termos de clara ruptura em relação aos suportes anteriores há apenas uma a ser salientada: pela primeira vez na História do Jornalismo, sua prática se dá em um suporte que não limita seu exercício nem em termos de espaço físico (como no jornal e nos impressos em geral), nem em termos de espaço temporal (como rádio e TV). Os limites passam a ser a capacidade humana de gerar, disponibilizar e interligar informação, bem como de selecioná-la para consumo, numa situação em que a escassez não é mais crono-espacial, mas está regida pela “economia da atenção”: vivemos uma era de pós-escassez de informação e escassez de “consumidores possíveis” para o imenso volume de material cultural, de todo tipo, produzido e disponibilizado na web.

Alguns dos estudos dirigidos incluídos na Parte II demandam breves leituras prévias. Em tais casos o material recomendado está sempre disponível on-line, ou reproduzido no texto do exercício.

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Exercício 1

Exercício 2

Exercício 3

Exercício 4

Exercício 5

Exercício 6

Exercício 7

Exercício 8

Exercício 9

Exercício 10

Exercício 11

Exercício 12

Exercício 13